Resenha da semana

Resenha: Horror na Colina de Darrington

|| 👁️‍🗨️ RESENHA: HORROR NA COLINA DE DARRINGTON|| @omarcusbarcelos
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👁️‍🗨️ 5/5⭐
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A resenha de hoje é muito especial, pois é de um livro que eu gosto muito e que foi muito difícil de falar. Particularmente, foi um dos melhores que li em 2018!

No livro, somos levados a conhecer o Ben Simons, um garoto órfã que é convidado a morar na grande e misteriosa casa da Colina de Darrington juntos aos tios para cuidar de sua prima mais nova. Mas bem não contava com os mistérios e façanhas que envolviam a casa, muito menos que sua então breve estadia naquele lugar, mudaria todo o rumo de sua pacata vida. E para pior.

A leitura de “Horror na Colina de Darrington” já começa causando arrepios! Desde as primeiras páginas, fui fisgada para o universo da história e isso é o mais legal na escrita do Marcus. Ele consegue fisgar o leitor até a última linha sem nem se dar conta. Outra coisa incrível são as ilustrações do livro, junto as descrições, tornam o livro ainda melhor.

A escrita do autor é cativante e envolvente, suas descrições são impecáveis. É possível sentir o Horror que Ben passa em sua jornada como se fôssemos o próprio. E, posso dizer… O horror também se apoderou de mim ao ler este livro! Os personagens, até mesmo os secundários são cativantes e tem seu papel importante na história, sendo que nenhum permaneceu em desuso.

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O horror vivido por Ben Simons também nos passa várias reflexões, como por exemplo: até onde nós podemos ir para buscar o que almejamos? Até quando a nossa sanidade poderá nos acompanhar? É um livro necessário, com discussões importantes nas entrelinhas, um terror eletrizante e com descrições de tirar o fôlego!

Além disso, ao terminar a leitura, nós descobrimos que a história está apenas começando. E de fato, tem muito a ser contato ainda. Estou lendo o segundo livro “Dança da Escuridão” e cada vez mais, me vejo imersa ao universo da história e nos segredos que envolvem essa trama tão maravilhosa.

Encontre este livro, assim como a sequência nas melhores livrarias do Brasil! ❤️

Resenha da semana

Resenha: A Memória é um peixe fora D’água

Por: Alexandra Vieira de Almeida

O novo livro de Patrícia Porto é um livro de contos. Editado pela Penalux neste ano de 2018, A memória é um peixe fora d’água apresenta quadros corriqueiros que ganham densidade dramática. O livro é dividido em três partes chamadas aqui de tombos (Os ossos no porão – 19 contos, Os crônicos – 5 contos e Fogaréu no céu, exílio na terra – 10 contos), totalizando 34 contos curtos, mas que apresentam a tensão trágica própria do drama. E não poderia faltar a referência aos mitos em vários contos. Massaud Moisés em seu Dicionário de Termos Literários, assim disse: “No tocante à linguagem, o conto prefere a concisão à prolixidade, a concentração de efeitos à dispersão”. Temos nesses contos admiráveis a concentração de efeitos literários e complexos que adentram nas camadas mais profundas de nossa individualidade, fazendo o diálogo entre os elementos exteriores e interiores. Os contos ganham densidade psicológica num curto espaço de tempo, eis a estratégia narrativa desta grandiosa escritora Patrícia Porto.

No conto “Coturno 36”, temos a figura da personagem que é uma moça que quer usar um coturno 36 e pede ao padrasto esta incumbência de conseguir para ela este objeto de cunho masculino, já que no Dicionário Houaiss se diz que o coturno é uma bota de soldado. O machismo do pai mostra o preconceito com relação a este desejo da moça. E mais uma vez aqui a referência ao teatro se faz presente, pois num dos significados de coturno no mesmo Dicionário se revela o seu uso antigamente por atores nas representações, especialmente nas tragédias. Esse objeto mostra uma imponência de quem o usa, figuradamente. A personagem demonstra seu poder e força ao se comparar à figura do homem. É uma mulher fálica que quer se sobressair perante o machismo do padrasto. O final é surpreendente, deixando-nos impactados diante do poder desta moça imponente. O padrasto fala: “E tu é homem? Vai usar coturno pra quê?” Com seu dinamismo masculino-feminino, a moça resolve a questão pela agressividade e violência. No sentido figurado, o uso do coturno representa nobreza, muita importância e imponência.

No conto “Ícaro”, mais uma vez a presença da densidade dramática, típica da tragédia, mas que é iluminada pela força figurativa desses ricos e profundos contos. A personagem diz: “Ícaro morreu aos sete meses dentro da minha barriga”. E continua: “Fiquei anos me odiando pela escolha desastrosa do nome”. A ideia de culpa é uma dos elementos desse conto magistral. Ícaro queria voar além, até o sol, e, por isso, ganha o abalo de sua queda trágica. As imagens da vida e morte, nascimento e queda, comparecem neste belíssimo conto. Aqui os símbolos da subida e da descida, da anábase e da catábase se espelham paradoxalmente. A ensaísta Danielle Perin Rocha Pitta, no texto crítico “Iniciação à teoria do imaginário de Gilbert Durand”, assim disse sobre este importante teórico das estruturas antropológicas do imaginário com relação aos símbolos metamorfos: “São aqueles relativos à experiência dolorosa da infância. A queda tem a ver com o medo, a dor, a vertigem, o castigo (Ícaro). Mas a queda frequentemente é uma queda moral (pelo menos no Ocidente) e tem então a ver com a carne, o ventre digestivo e o ventre sexual e daí, com o intestino, o esgoto, o labirinto, e o cair-se no abismo, e o abismo pode ser tentação.” O gerar a vida tem cheiro de morte e a ideia da culpabilidade materna se apresenta neste conto dramático e simbólico.

No conto “O método”, temos a tensão entre dois seres, um casal, homem e mulher. Encontramos a reciprocidade e o paralelismo, a mesma moeda com que se paga na relação entre ambos. Com seres tensos como numa corda esticada para os dois lados, vemos a tão intrigante “guerra dos sexos”. Ele se apresenta como desinteressado pelos gostos e assuntos da mulher. A incomunicabilidade dele forma uma teia de aranha entre os dois, minando o relacionamento conturbado: “Claro que ele não acredita em nada do que eu digo. Nem eu acredito em nada do que ele diz”. A palavra “paz” cria um clima denso, na verdade. Há uma reversibilidade irônica, pois, na verdade, não é a paz que impera no casal, mas sim o conflito. Ele se caracteriza pela secura, sem amor, até mesmo no sexo, que se tornou uma coisa mecânica, por obrigação dele. Ele tem todo um método. E por isto, ela vai tentar reconfigurar o espaço deles e não consegue. Ela tenta redesenhar o relacionamento pelos objetos da casa, mas não se sente confortável e tudo volta para o mesmo lugar. Ela consegue criar seu próprio método, pois não consegue se adaptar ao método dele. Por isto ela flerta com a literatura, com a linguagem simbólica, para que a realidade não a deixe cair por terra. Enquanto ela é sentimento, ele é frieza. A tensão está configurada e ela tenta driblá-la com a criatividade. A solidão, o vazio e a incomunicabilidade se perdem no tempo da eternidade. Ela escreve poesia para matar o tempo. Ao contrário do amor, o desamor ganha força: “O amor que não existia dentro do caderno. Nem mesmo o amor menor. O desamor era tudo”.

Em “O nascimento de Vênus”, encontramos o contraste entre o trágico e o cômico, mas não deixando de lado o questionamento da personagem na sua crença ao esoterismo, à astrologia. No mapa astral, a personagem convive durante anos com o ascendente errado e após o descobrimento destas veredas “reais” tem um choque, fazendo-a entrar em conflito com relação aos seus apegos ao misticismo e, num tom, de niilismo, ela questiona a crença a partir do vazio e do desapego: “Descobri desta maneira um tanto pitoresca o quanto nos apegamos às coisas, as mais incrédulas, as menos questionadas, creio”. Paradoxalemte, no final das frases, ela utiliza uma ironia ácida, a palavra “creio”, que, na verdade, revela a descrença da personagem com relação à vida e seus percalços. A tensão aqui não ocorre entre dois seres, mas no interior dúbio e ambíguo da personagem que tem uma referência errada que quebra com seus padrões de verdade. Há uma contradição entre o que ela é, sua personalidade, sua persona, com relação à máscara trágica, sua aparência. Questiona o ascendente por não ter a ver com ela. A astróloga conta o mito de Afrodite para ela e a questionadora recoloca o mito de acordo com seu ponto de vista, havendo um jogo psicológico tenso e denso em sua persona. A ressignificação do mito por Patrícia Porto é excepcional neste conto, ganhando toda sua força dramática: “O caminho da verdade é a dialética”. Assim, temos a personagem e seus fantasmas, suas questões. Mas, por outro lado, a personagem conclui que deve haver uma boa dose de “fantasia” na nossa vida para que o real não nos choque com sua descrença. No final do conto, de forma surpreendente ela busca a ciência, o ponderável, “o equilíbrio libriano”, por assim dizer. Como não nos lembrarmos aqui do conto “A cartomante”, de Machado de Assis. Aqui a referência é marcante.

No conto que fecha o livro, “A gata amarela”, temos a imagem paradoxal da violência e proteção, ao mesmo tempo, na imagem de uma gata prenha que tem os seus filhotes. Aqui, temos um conto dentro do conto, criando um grande impacto literário: “Quando nasci fui adotada por minha avó, a mãe de todos”. Num processo de seleção, a personagem vai contar aquilo que foi mais importante na sua infância, o que mais a impactou, pois o conto conciso revela uma grande concentração conteudística que se reconfigura em várias chaves de interpretação, criando-se assim um quadro vivo e dinâmico em toda sua expressão que navega nos múltiplos espelhos das questões que nos são mais urgentes. O filhote, o que é rejeitado pela mãe é que é acolhido pela menina que se surpreende com o fim trágico do pobre animalzinho: “Digo isto pensando que sou filha da sorte: sobrevivi para contar esses sonhos, delírios, memórias, causos, esses ossos todos da gata amarela. Guardem aí nos porões dessas casas barulhentas”.

Portanto, Patrícia Porto consegue aliar a imagem da extensão de sua profundidade poética a textos curtos que nos têm muito a dizer com seus jogos de espelhamentos, paralelismos, contrastes, ironia, numa linguagem rica em significados que vão deixar marcas nos leitores atentos. A força da dramaticidade densa de seus textos reconfigura a potência do conto que ganha ares de relevância em meio ao caos da realidade. A persona e a máscara se densificam nas finas letras desta escritora que tem muita complexidade em seus contos concentrados que revelam a dimensão do mito e da realidade. Ela une os dois num jogo tenso, mostrando que a literatura tem muito a dizer para seus leitores. Que ela ganhe cada vez mais receptores, ávidos por sua primorosa literatura que arranca do abismal a sua potência de arte verdadeira.

SERVIÇO

“A memória é um peixe fora d’água”, contos. Autora: Patrícia Porto. Editora Penalux, 98 págs., R$ 36,00.

Disponível em:

E- mail: vendas@editorapenalux.com.br

A resenhista

Alexandra Vieira de Almeida é Doutora em Literatura Comparada pela UERJ. Também é poeta, contista, cronista, crítica literária e ensaísta. Publicou os primeiros livros de poemas em 2011, pela editora Multifoco: “40 poemas” e “Painel”. “Oferta” é seu terceiro livro de poemas, pela editora Scortecci. Ganhou alguns prêmios literários. Publica suas poesias em revistas, jornais e alternativos por todo o Brasil. Em 2016 publicou o livro “Dormindo no Verbo”, pela Editora Penalux.

Contato: alealmeida76@gmail.com
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Resenha: Melanie

Em Melanie, de Maxwell dos Santos, publicado em 2018, temos o prazer de nos encantar com uma belíssima história de superação. Uma garota pobre, moradora da periferia de Vitória – ES, que luta contra todas as adversidades da vida para realizar seu sonho, estudar medicina na Universidade Federal do Espírito Santo.

Maxwell dos Santos, nasceu e reside em Vitória –ES, é jornalista, licenciado em Letras pelo Instituto Federal do Espírito Santo – IFES e em história pela Uninter. Escritor de vários livros, dentre eles, 24horas de Anna Beatriz, Ilha Noiada, Empodeirando-se, entre outros.

O texto é narrado em terceira pessoa, baseado no discurso indireto livre e organizado em treze capítulos. A história nos apresenta uma personagem bastante inspiradora, Melanie, como o autor intitula o livro, é uma garota esforçada, batalhadora, honesta, inteligente e que honra os princípios que acredita. Mesmo sendo de origem humilde, ela jamais deixou de sonhar e de lutar por seus objetivos, mesmo que a sociedade elitista, capitalista e injusta em sua volta, muitas vezes a dissesse “não”.

O sonho de Melanie era se tornar médica, não escolhia essa profissão por vaidade, mas por amor ao próximo, por gostar de cuidar das pessoas. Mas sabia que entrar na universidade não seria uma tarefa tão fácil, pois o curso de medicina era o mais concorrido da UFES.
Melanie, não tinha condições de pagar um cursinho preparatório para o vestibular, então consegue aprovação, através de um processo seletivo, no Programa Universidade para todos, cursa alguns dias, mas graças ao seu bom desempenho, consegue uma bolsa no Lamarck, um dos melhores cursinhos da região, muda-se para ele e segue com foco.
Mesmo não sendo tão fácil a vida de estudante, pois as maratonas de estudo, por vezes, eram bem cansativas, tudo estava indo bem, até que uma tragédia muda toda a sua vida e a tira o foco. Um terrível acidente em um posto de combustíveis, envolvendo dois jovens alcoolizados e drogados, tira a vida do seu irmão, um garoto de 12 anos, com síndrome de Down, de sua prima e do frentista do posto. Melanie fica muito machucada fisicamente, mas a notícia da morte das pessoas que ela amava, a devastou, emocionalmente.

O romance traz algumas discussões extremamente relevantes, os desafios de jovens pobres para ter acesso à educação superior, a irresponsabilidade de jovens que misturam álcool e direção e a disputa gananciosa de cursos pré-vestibulares por alcançar cada vez mais aprovações, sem se preocupar no bem-estar dos estudantes. Além de algumas reflexões, embasadas em manifestações que ocorrem durantes a história, envolvendo o sistema de cotas, configurando explicitamente uma luta de classes, de um lado uma juventude pobre, negra e marginalizada, com escasso acesso a educação de boa qualidade e de outro uma sociedade elitista, que só pensa no acúmulo de riquezas.

Foi um grande prazer conhecer a história de Melanie, embora o livro seja de literatura infantojuvenil, acredito que qualquer faixa etária possa desfrutar dessa leitura, pois as questões apresentadas são bastante relevantes. Com uma escrita clara e bem próxima do coloquial e popular, Maxwell faz a gente se encantar em uma leitura muita natural, que nos deixa muito à vontade.

Sem dúvida, indico essa leitura a todos que buscam se encantar, se divertir e se emocionar, mas que também precisam ser provocados, é isso que Melanie faz em toda a história, nos provoca, nos tira da nossa zona de conforto, mostrando a nós e a ela mesma, que podemos mudar o fluxo de nossas vidas para realizar nossos sonhos.
Será que Melanie, após ter perdido seus familiares, terá forças para lutar pelo seu sonho? Ela conseguirá ser aprovada no vestibular? Os jovens, inconsequentes, foram punidos pelo crime que cometeram? A disputa entre reconhecer e não reconhecer as cotas universitárias continua ou acontecerá um acordo? Todas essas respostas, apenas você, leitor, poderá desvendar. Convido-te a inquietar-se com o final dessa história!

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RESENHA: O Pequeno Príncipe

🥀RESENHA: O PEQUENO PRÍNCIPE 🥀 Antoine de Saint-Exupéry
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☄️ Tradução: Frei Betto
☄️ CATEGORIA: Infanto juvenil
☄️ PÁGINAS: 129 páginas
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Acho que quase todo mundo que conheço já leu este livro em alguma das versões. Peguei uma promoção na Saraiva e comprei este em capa dura, muito lindo! Muitos dos que leram amaram, outros não gostaram tanto assim. Vai do gosto de cada um. Mas se você for um leitor fã de narrativas simples que te trazem uma mensagem forte, este é o livro para você.

O Pequeno Príncipe foi uma das mais lindas e simples leituras que já tive, consegui ler o livro em menos de meia hora e nesse curto período de tempo, consegui me envolver de uma forma espetacular com a história. Os personagens são cativantes e todos deixam uma mensagem especial, o que é muito importante para o desenvolver do livro.
Além da narrativa ser viciante e peculiar, o autor conseguiu transmitir a fantasia presente no livro de forma realista, fazendo com que o leitor leve a história para seu dia a dia e aprenda algo especial a cada página. Foi uma leitura tranquila e emocionante, o desfecho me encantou muito e sinto-me feliz por ter dado uma chance ao livro. É uma leitura rápida e que vale muito a pena!
Eu como fã de literatura infanto-juvenil amei esta história e também acho que este é o gênero que todos deveriam se dar a chance de ler. Afinal, aprendemos muito com as coisas simples, talvez até mais que com qualquer outro tipo de história.
Vale a pena dar uma chance a esta leitura! 💋🥀

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RESENHA: Estesia

Olá amantes de poesia! Quero apresentar a vocês a resenha de um dos livros do gênero que mais me conquistaram: Estesia! Dessa vez não vou ficar enrolando porque quero ir direto ao ponto. Estou ansiosa para que saibam tudo que tenho a dizer dessa beleza de livro!

ESTESIA, Perla de Castro

Estesia é um livro que reúne diversas poesias românticas, melancólicas e cotidianas. O livro conta com várias reflexões da autora capazes de tirar o fôlego de qualquer um. Uma das coisas que mais me fascinaram na história é o fato do livro conseguir entrar em nosso cotidiano e adivinhar os fatos que vivemos. As poesias são repletas de acontecimentos que podem acontecer ou ter acontecido com qualquer um, capazes de fazer com que nos identifiquemos de cara. O livro tem doses de drama, humor, nostalgia e melancolia que me fizeram ficar de boca aberta. A cada nova página, descobria uma nova sensação boa e gostosa durante a leitura.

Estesia é um livro que em suas belas 137 páginas, consegue nos passar um mundo de sensações, além de nos dizer muitas coisas. Desde a primeira poesia, percebemos que a Perla não entrou no mundo da poesia para brincar, ela veio pra ficar. Além de ter uma escrita maravilhosa, a autora nos passou algo diferente e especial em cada página, em pouquíssimas linhas. Isso não é fácil, é único, especial.

É difícil citar qual é a minha poesia preferida, mas posso dizer que uma delas é a intitulada como “Calma”. Como um resumo de todos os elogios que posso fazer desse livro, posso dizer que ele é, assim Obrigada Perla, por permitir que entrasse no mundo de Estesia e por essas poesias que fazem parte do meu dia a dia!

E se você quer carregar esse livro como seu manual de instruções por aí, clica no nome do livro aqui em baixo e seja feliz!

ESTESIA

AHHHHHHH, eu fiz um vídeo com os 5 motivos que me fizeram amar este livro, tá afim de ver? Então vem comigo! 💕

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RESENHA: Estio

 

 

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A resenha de hoje não é só de um livro. É do LIVRO.  Aquele livro que te prende do começo a o fim, que te faz suspirar, chorar, sorrir e se apaixonar. É aquele livro que se torna até mesmo importante, parte de nós. Pois é impossível parar de lê-lo. A autora Vauline Gonçalves está de parabéns. Agora sem mais delongas, vamos para a resenha né? Até porque é por esse motivo que tu está aqui hahhaha.

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Estio, Vauline Gonçalves

O livro conta a história de Triana, uma moça jovem, que vive feliz com a simplicidade. Ela é muito rejeitada e maltratada por seu pai, pois após seu nascimento sua mãe não pode ter mais filhos e ele atribui essa culpa a ela. Mas um motivo que deixava seu Pai Jesus (sim esse é nome dele, que de Jesus não tem nada) irritado era que Triana não se encaixava no padrão das outras moças de sua idade.  Ao contrário das outras, não gostava de vaidade,  era bela por natureza. Muito menos passava horas e horas jogando conversa fora e esperando do seu “príncipe encantado”. Jesus era um homem amargurado, vivia sempre reclamando da vida e a pobre filha sempre sendo humilhada por ele. Seu pai tinha esperança de que ela se casaria com um homem rico, assim ajudaria ele a quitar suas contas, pois na concepção dele, ao menos isso ela devia fazer já que para nada servia. Entretanto, não era isso que desejava para si.

Em um dia de comemoração de aniversário de seus vizinhos, a jovem e sua família foram convidados e a contra gosto, ela foi. No entanto, ela teve uma surpresa quando por acaso conhece Renato Seabra; um belo e formoso homem, que fez Triana suspirar. O primeiro encontro não foi muito bom, mas em poucos dias eles já se viam apaixonados. Mas e se por um acaso Renato não fosse o amor de sua vida? E se o destino estivesse reservando outros rumos para sua vida? E olha, tenho que te dizer… esses rumos podem a surpreendê-la imensamente. Quer descobrir esses mistérios? Venha ler ” Estio” e se apaixonar por essa obra fantástica!

MINHAS IMPRESSÕES

Vou começar minhas considerações pela capa que é MARAVILHOSA. E despertou meu interesse logo de cara! Confesso que quando li a sinopse pensei que a história seria tão qual como tantos romances de época que vemos por aí, mas ela me surpreendeu em todos os aspectos. Eu definitivamente quebrei a cara!

Esse realmente é um livro que deixa qualquer um em êxtase. A escrita impecável, a trama bem desenvolvida, o enredo envolvente, além do fato de que a autora descreve minuciosamente cada detalhe, enriquecem sua história de maneira sem igual. A originalidade com que a autora criou o livro é surpreende. No decorrer da leitura, pude perceber que cada detalhe foi muito bem estudado para a composição final da história e os esforços da autora em fazer o melhor para seus leitores deu super certo. Os personagens foram bem construídos e a ambientação claramente estudada. Foram os detalhes que tornaram a história tão única.

E como se não bastasse, o final acabou nos causando uma terrível depressão pós leitura, que é o que acontece quando você já se apegou tanto aos personagens que quando acaba a ficha demora cair. E como todos sabem, são livros assim que valem a pena ler, não é mesmo? Pelo menos eu acho!

Para você que gosta de romances de época, recomendo “Estio” de ” Vauline Gonçalves “, um dos melhores livros que eu já li do gênero. Vocês iram se apaixonar, assim como eu me apaixonei.

Resenha por: Lorrayne Lima

Leia Estio gratuitamente clicando aqui: ESTIO NO WATTPAD

ou se preferir: AMAZON

 

Resenha da semana

RESENHA: Quase Um Conto de Fadas

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Quase Um Conto de Fadas, Daniella Moreno

Um minuto de silêncio para o livro que me arrebatou completamente e me fez esvaziar uma caixa de lencinhos! Exatamente, o livro “Quase um Conto de Fadas” da Daniella Moreno arrancou muitas lágrimas minhas e eu amei cada palavra dessa história, por esse motivo, quero compartilhar aqui minhas impressões com vocês. ❤

Então, vamos para a resenha? Vamos!

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O livro conta a história de Lilly, uma menina inocente, doce e de bom coração, criada em uma humilde família. Ela tinha um sonho: passar no vestibular de direito e mudar-se para São Paulo, com o objetivo de dar uma vida mais confortável para os pais. Felizmente uma parte de seu sonho ela realizou, após muito esforço e estudo ela consegue passar no vestibular. Porém, Lilly descobre que sua mãe está com uma grave doença e sem pensar duas vezes ela desiste de sua faculdade e enterra seus sonhos para ajudar seu pai a cuidar de sua amada mãe. Mas, como se não bastasse, em um certo dia, ela conhece Otávio, filho do chefe de seu pai. Ela como uma inocente menina, logo se deixa levar pelos encantos de Otávio, encanto esse que a faria sofrer.

Otávio fez o que apenas um monstro faria e se aproveitou da ingenuidade de Lilly para massacrar seu coração. Mesmo depois de tudo que Otávio fez a Lilly, ela ainda sente algo por ele. Seu coração ainda o deseja. Mas então surge o Dr. Leonard, conhecido como Léo. O médico de São Paulo que veio até a pequena cidade de Mutuca para tratar de Susan, mãe de Lilly. Ela se depara com um homem capaz de irritá-la e acalmá-la ao mesmo tempo, o que faz ela se questionar sobre seus sentimentos por Otávio. Uma confusão interna se inicia em Lilly. Léo tem o poder de causar sentimentos nunca antes sentido por ela. Pode um amor surgir entre tantas brigas, tristezas e perdas? Vem descobrir nessa história!

Essa foi, sem sombra de dúvidas, uma leitura maravilhosa. A narrativa da autora é ótima, flui naturalmente e tem o poder de nos prender de tal forma, até transmitir todas as sensações dos personagens. O enredo é envolvente e forte, o que faz com que não queiramos parar a leitura, os personagens são todos bem descritos e muito bem desenvolvidos. Sem falar na escrita leve, e ao mesmo tempo dramática da autora que é excelente. Resumindo, o livro é uma combinação perfeita de originalidade e escrita impecável. Vale a pena ler, com toda certeza.

Para quem gosta de livros com uma boa carga dramática e romance, eu super indico. Foi uma leitura gostosa e fluiu muito naturalmente, apesar de ter certas partes difíceis na narrativa envolvendo a protagonista. Quase um conto de fadas é um livro diferente e original de uma autora que me convenceu que sabe fazer um bom drama romântico.

Resenha por: Lorrayne

Ficou curioso pra conhecer a história? Clica no link e confere, você não vai se arrepender!

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RESENHA: O Conquistador Nórdico

Olha eu aqui de novooooo! Hoje é dia de resenha da menina que tenta ser descontraídinha aqui, né? Simmmmmmmmmmmmm! E hoje eu vou falar de um livro diferente (em todos os sentidos) de tudo o que eu li na vida. Sim, eu já li alguns livros do gênero, mas esse tem um grande diferencial, querem saber o que é? Então vem comigo!

O conquistador Nórdico, Ricardo Henares

Gostaria de começar contando do que se trata a história, que tal? Afinal, vocês querem saber de que livro se trata antes de mais nada, né não? Hahaha então bora lá!

A história de O Conquistador Nórdico se passa em uma época brutal e violenta, onde impérios eram forjados por meio do aço das espadas de seus guerreiros. Povos de diferentes etnias cultuavam seus próprios deuses e o mundo estava mergulhado em caos e sangue. (Já tá pra imaginar um clima de tensão e bastante treta, né? AMAMOOOOOOOOOS!) KSHAR, NORTHLAND, VOLTHAR E VOLGA, os reinos onde habitam os filhos de YMIR, o deus nórdico do gelo, são reinos que sempre foram inimigos entre si, porém Richardson tinha a missão de se tornar rei, e mais ainda, de unir povos inimigos em um único objetivo: tornarem-se uma única e grande nação nórdica. No entanto, Richardson vai muito além disso, crente de que Ymir o predestinara a conquistar o mundo, ele parte em uma cruzada brutal e violenta contra o mundo civilizado. (Esse Richardson é polêmico viu, escutem o que eu tô lhe dizendo!)

Gente, para começar eu quero dizer que li esse livro em dias, coisa que é bem difícil de acontecer se tratando de um livro de 352 páginas, já que eu sou meio lentinha pra ler, tá, mas nem sempre, só às vezes.

O enredo é preciso, claro e muito bem direcionado. Logo de início somos apresentados ao mundo do livro: O autor adaptou os continentes da Europa e da África para contar sua história e nos apresenta seu mundo de maneira magistral. Podemos entender melhor como funciona os reinos, além de nos situar e nos aproximar ainda mais da história. Gostei muito dessa característica na história, afinal, são poucos os livros que se preocupam em esclarecer os fatos para que os leitores se sintam mais envolvidos com ela. Além de tudo, nas primeiras páginas nós temos um mapa dos reinos (que eu simplesmente adoro quando encontro nas histórias) que achei muito relevante para o livro! Toda essa proximidade que o autor transmitiu apresentando a ambientação da história, como também personagens de grande importância, tornou a história ainda mais real. E isso foi uma das primeiras coisas que me conquistaram DE CARA na leitura. Já deu pra sacar qual é o diferencial, né?!

Falando nisso, gostei do toque de realidade que a história nos transmite. A trama é cheia de reviravoltas surpreendentes e seu enredo é agitado, coeso e repleto de emoções. É impossível piscar o olho quando se trata de O Conquistador Nórdico! O livro tem uma narrativa viciante que nos prende do inicio ao fim e… caramba! Sentia muita falta disso em um livro. Outra coisa que gostei muito foi: os personagens! O autor foi muito cuidadoso na construção deles, ressaltando cada característica que os tornam singulares e dotados de personalidade. Impossível não se apaixonar! Até mesmo os personagens secundários me marcaram de alguma forma e eu simplesmente amo quando tenho essa sensação nas histórias que leio.

O Conquistador Nórdico é um livro bem construído, seja no enredo quanto na capacidade linguística do autor. Com um vocabulário amplo, Ricardo enriqueceu sua história nos fazendo além de se divertir com a leitura, aprender com ela. O livro conta com um final surpreendente e instigante que me deixou HIPER-MEGA-CURIOSA PARA O PRÓXIMO LIVRO!

A diagramação muito bem-feita em conjunto da capa maravilhosa que nos dá uma aparência agradável na hora da leitura, a trama e os personagens bem construídos e desenvolvidos e a ambientação visivelmente trabalhada resultou na obra prima final criada pelo autor. O Conquistador Nórdico é o primeiro livro da série de Ricardo Henares, o qual já se mostra ser um autor em potencial que ainda tem muito para nos mostrar.

Quer adquirir o livro ou conhecer um pouco mais da história? Entre nos sites abaixo e confira!

Chiado Editora:

https://www.chiadoeditora.com/livraria/o-conquistador-nordico

Saraiva:

https://www.saraiva.com.br/o-conquistador-nrdico-col-mundo-fantstico-9735930.html

Livraria Cultura:

https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/literatura-nacional/ficcao-fantasiosa/o-conquistador-nordico-46582281

Para saber mais, curta a fanpage do autor:

https://www.facebook.com/O-Conquistador-N%C3%B3rdico-647117652128654/

Resenha da semana

Resenha: Depois da Tempestade

  

  

 Depois da Tempestade, C. S. P. Ribeiro

    PARA TUDO! QUE LIVRO ARREBATADOR É ESSE??? SÉRIO! ESTOU SIMPLESMENTE SEM PALAVRAS!!! :O

        Primeiramente, antes de qualquer coisa, queria parabenizar a autora pela maravilha que criou! Senhorita, você arrasou pra valer, viu? 

           Sabe aquele livro que te deixa 24 hrs por dia pensando nele? Aquele que você não consegue tirar um minuto da cabeça? Aquele que você sozinho tenta desvenda todos os segredos antes mesmo de serem revelados? Aquele que você só quer ficar lendo o tempo todo? Então, assim é o livro da C.S.P. Ribeiro.  É o tipo de história que realmente te deixam boquiaberta com o desenrolar dela. 

       Sem mais delongas, vamos para a resenha, né? Afinal, acho que foi pra isso que vocês vieram até aqui hahaha ❤

       O livro Conta a história de Vitória Wakefield, uma mulher doce, gentil e alegre, que teve sua vida abruptamente mudada com a morte de seu esposo. Victoria ficou completamente desolada por perder seu amado, então, alguns meses depois da morte de seu esposo, para amenizar um pouco de sua dor, ela resolveu fazer oque ela mais gostava: Pesquisar, comprar mansões abandonadas, as reformar, tornando-as completamente belas para depois vendê-las. E iria em busca de outras mansões.

A bola da vez, era a mansão “Long Cove Manor”, situada em  Polventon Bay. As terras pertenceram ao falecido Duque Winkleigh. Ao chegar na mansão,  Victoria ver que terá um longo trabalho. Ela, como uma boa curiosa, passa a explorar cada canto da imensa casa e descobre alguns mistérios que rondam aquele lugar 

Em certo momento, enquanto olhava os retratos dos antigos moradores —, o Duque e sua família — se depara com  uma caixa, e ao abri-la encontra objetos dos antecedentes, e ainda um diário, o Diário do Duque. Conforme lê as páginas daquele diário, vai descobrindo fatos interessantes, fatos esses que podem mudar sua vida. 
O que posso dizer dessa história? Que leitura deliciosa! A autora caprichou e muito em toda a composição e estrutura, e o enredo então? Parece que o tempo sequer tinha passado enquanto lia. Sua escrita é impecável; é visível que se tem todo um cuidado quanto a ortografia, coesão e coerência da história; a trama é perfeitamente elaborada e estruturada, e definitivamente, não tenho nenhum ponto negativo a ressaltar, pois o enredo me prendeu do início ao fim. E os personagens? Simplesmente maravilhosos! Cada um tem sua própria personlidade, não exagerando em nenhum aspecto, o que acaba tornando-os verdadeiros e singulares. Além de tudo, os ambientes são todos perfeitamente descritos e detalhados, nos dando a oportunidade de até mesmo nos imaginar nele e na situação que está acontecendo, algo que muito gostei na história. 

Sempre digo isso e volto a repetir: Uma história escrita com amor e dedicação faz toda a diferença, e isso podemos encontrar em “Depois da Tempestade”. É perceptível seu amor e cuidado em cada linha desta obra, por esse motivo, tenho que dar os parabéns pelo empenho, autora! ❤

Para quem gosta de uma história que contém mistério e até mesmo um belo romance, te convido a ler ” Depois Da Tempestade”, vocês iram me agradecer após a leitura,  podem ter certeza! 

Quer adquirir essa história ou saber mais sobre ela? Aqui você encontra o link pra adquirir essa lindeza ou outra história da autora, ó:

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Resenha por: Lorrayne

Resenha da semana

Resenha: Scrupulo

E AI GALERIS, TUDO BOOOOOOOOOOOOM? Eu sei, eu sei, eu sei, tava meio sumida mas agora nós tá aqui, né não? E hoje venho trazer a vocês a resenha de um livro que foi uma delicinha de ler, gente! É o livro da Teresa Helsen, Scrupulo, estreia da autora no meio literário. Vamos conferir comigo?!

SCRUPULO

                                    SCRUPULO, Teresa Helsen

 

UAU! É a primeira coisa que tenho a falar deste livro. Teresa Helsen criou uma história com elementos comuns de forma original e única, destacando seu estilo de escrita e originalidade imprescindíveis. E que capa MARAVILHOSA, HEIM?

Antes de tudo, gostaria de contar um pouco do que a história se trata, afinal, acho que todo mundo quer saber sobre o que é a história antes de qualquer coisa, né non? Hahahaha. Então bora lá que eu tô mais que ansiosa pra contar pra vocês! ❤

O livro conta a história de Claudia Cazarotto, uma contadora que decide esquecer o turbulento passado em São Paulo e busca em Nova Iorque uma chance de recomeçar sua vida. Depois de dois anos sem um bom emprego, ela é finalmente contratada pela empresa de tecnologia e segurança Blue Velvet. Mas entrar nessa empresa e lidar com um dos sócios, Seth Cunnings, investigado por suspeita de envolvimento com a máfia Ítalo-americana, será um problema moral e sentimental. Como será que ela lidará com isso? Vem descobrir junto comigo!

Apesar de lembrar algumas histórias que eu já li, a autora conseguiu desenvolver uma trama de forma bem elaborada repleta de romance e mistérios, o enredo é preciso, envolvente e traz sua própria originalidade em diversos aspectos da história. Os personagens também foram muito bem construídos, ponto de destaque na obra da Teresa. A autora construiu personagens distintos, dotados de originalidade e surpreendentes; que foi o que mais me surpreendeu no conjunto de toda a história. Também foi possível captar a essência da autora em cada linha, e isso foi incrível! É perceptível seu esforço e dedicação para construir o melhor enredo possível, assim também como os melhores personagens e todo o conjunto ficou maravilhoso. Quando falamos de ortografia, lembramos de um texto bem escrito, com coesão e clareza, e posso garantir que você fez isso muito bem, autora! Todo o conjunto da obra nos revela o quanto a autora esforçou-se para dar o seu melhor, por esse motivo, só tenho que parabenizá-la!

Agradeço por ter tido a honra de conhecer um pouco da Claudia, do Seth e de todos os personagens maravilhosos que você criou, Teresa. Saiba que sua história não só tem um espaço na Porta, mas também em meu coração e eu quero te desejar todo o sucesso e realizações do mundo! Que essa história possa chegar a muitas outras pessoas e conquistá-las assim como a mim.

Pra você que ainda não adquiriu o livro, não perca mais tempo! Ele está disponível por um precinho INCRÍVEL  lá na Amazon!